28 de março de 2016

Papeando com Susana Ventura

Pensem em uma pessoa que ama contos de fadas. Essa é a Susana Ventura, uma eterna apaixonada por histórias, aventuras e tudo de mágico que possa existir!
Em 2013, começou a pesquisar e recontar do jeito dela os contos de várias partes do mundo. Além de escritora, também é professora, doutora em Letras, pela USP,  pesquisadora em universidades no Brasil, na França e em Portugal, e está se preparando para virar… uma doutora em contos de fadas!

É quase uma personagem de livro, com tanta história que tem pra contar!

Vamos papear?

Quem é Susana Ventura?
A Susana é uma pessoa que sempre amou ler e que, depois de uns anos como leitora, resolveu escrever também.

Susana Ventura_Rosaly Senra cópia

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…
Um café com gente em volta, um saguão de aeroporto e a cozinha da minha casa!

Quem é o melhor amigo criado por você?
A Maria, de um livro que está sendo elaborado junto com a equipe da Biruta. Ela é uma menina boliviana de 8 anos e é muito legal e generosa.

Uma viagem inesquecível seria dentro de qual livro?
No momento, dentro de Dragões, maçãs e uma pitada de cafuné, um livro cheio de histórias passadas em lugares incríveis.

Qual é seu companheiro favorito de aventuras (reais ou lúdicas)?
Quando eu leio um bom livro, o que tem lá dentro é sempre real. E eu não quero que acabeeeee! Um livro é o meu companheiro favorito (e, por enquanto, livro em papel mesmo, que eu posso levar comigo para todos os lugares!). Os últimos companheiro foram Os meninos da biblioteca de meu amigo João Luiz Marques e ‘A chegada’, de Shaun Tan (Editora SM), um livro só de imagens.


Escrever um livro é…
Uma aventura. Dá um medinho às vezes, mas não tem nada que se compare à emoção de ver um texto pronto e a caminho de ser trabalhado por uma equipe que tratará de transformá-lo em livro.

Qual é a parte mais legal desse processo (desde o surgimento da ideia até a conclusão do trabalho)?
Para mim há dois grandes momentos: o da escrita em si, que pode demorar muito ou acontecer em pouco tempo (depende do trabalho e do que tem ‘pronto’  dentro da cabeça e que eu só acesso mesmo quando escrevo) e o do trabalho em equipe na editora, que tem muitas etapas, vários leitores, e um número variável de artistas envolvidos.

Se não trabalhasse com Educação e Literatura, ou inventasse mundos e personagens, o que você faria?
Sinceramente, não sei o que eu faria. Qualquer coisa que fosse, no entanto, teria um elemento bem importante: eu continuaria a ser leitora ( que continua sendo a melhor coisa do mundo, aliás).

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?
Preciso ficar quieta. E isso é difícil, porque sou muito inquieta. Mas preciso ‘ir parando’ até conseguir ficar um pouco quieta por umas horas em vários dias subsequentes. Fico esperando: um pouco hoje, outro pouco amanhã. Depois de alguns dias vai brotando uma ideia aqui, outra ali. Aí é abrir o computador e começar!
Durante o processo de escrita de um trabalho, quando já sei mais ou menos o que quero, é andando pelas ruas que as soluções a algumas questões de escrita aparecem (por incrível que pareça!).


A melhor página em branco é…
Aquela que está à minha frente no momento. Abro um arquivo (escrevo sempre em computador) e encaro. Mas tenho um truque: não gosto da página totalmente em branco, começo sempre o novo em ‘cima’ de uma cópia de um texto que gostei muito de fazer. Aí, quando a coisa ‘engrena’, eu apago o resto do texto que está lá embaixo e sigo em frente com o novo!

 

Conheça mais sobre o trabalho dessa autora biruta em seu blog Livrosdaventura

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Categorias: Papeando
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2 respostas para “Papeando com Susana Ventura”

  1. Tom disse:

    Mato os dragões, como as maçãs, mas tudo o que quero é um cafuné.
    Beijos.

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