11 de abril de 2013

Papeando com Mateus Rios

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Mateus Rios é carioca, mas hoje mora e trabalha em São Paulo. Estudou Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos. Trabalha com ilustração de livros, projetos de animação e publicidade. Gosta de descobrir e testar novos modos de contar histórias, experimentando diversos materiais, meios e modos de narrar; deixando os olhos descobrirem caminhos e cores neste jogo com o texto. Dando forma ao que as palavras lhe inspiram. Pela Editora Biruta, ele já ilustrou os livros São Chiquinho ou o rio quando menino, Inventário de segredos, Pedro noite e A ideia que se esquecia. Já pela Editora Gaivota, foi responsável pelas ilustrações de Ela tem olhos de céu. Além disso, recebeu duas indicações ao prêmio Jabuti de melhor ilustração, a Bienal de Bratislava, selos “Altamente Recomendável” FNLIJ, a Bienal Traçando Histórias, Prêmio 30 melhores livros infantis do ano da Revista Crescer, entre outros.

Quem é Mateus Rios?
Essa é difícil hein? É daquelas perguntas que a gente passa a vida inteira tentando responder. Mas já posso adiantar que é um cara que gosta muito do que faz, que é desenhar, conhecer e contar histórias. Que fica feliz da vida quando encontra uma história nova e começa a imaginar as caras e os lugares e vai rabiscando as ideias que vão surgindo, seja nos livros ou nos filmes. Que nem imaginava que uma das coisas que mais gostava de fazer, pelos encontros da vida, fosse virar profissão. Que nasceu no Rio de Janeiro, passou a infância em Fortaleza, Natal, Brasília, foi para o interior, depois para o Rio Grande do Sul, voltou pra São Paulo, que ficou doido com tanta coisa bonita que conheceu em cada lugar e até hoje não sabe bem responder quando alguém pergunta: ” – De onde você é?”

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?
Nos bloquinhos do lado do telefone, nos caderninhos de desenho que a gente leva pra todo lugar, nas folhas de papel que meus gatos derrubam da prancheta, nas listas de compras.

O melhor amigo criado por você?
Em cada livro que a gente ilustra, vai inventando amigos que surgem das histórias. O Pedro, por exemplo, é um menino que dá vontade de ficar amigo logo de cara. Assim como os moradores de Urupemba, a amalucada da Ideia que se esquecia, e por aí vai…

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?
Ih, tem vários, mas pensado assim rápido, acho que As cidades invisíveis, do Ítalo Calvino, que faz a gente enxergar na cabeça uma cidade mais fantástica que a outra.

Qual é seu companheiro favorito de aventuras?
Meus cadernos de desenho, sempre bem acompanhados pela turma dos lápis, pincéis e do estojo de aquarela.

Ilustrar um livro é…
Inventar uma história com imagens que nasce de uma história com palavras, aí uma tira a outra pra dançar e vão até o fim nessa brincadeira em cima do palco que é o livro.

Se não inventasse mundos e personagens, o que Mateus faria?
Talvez fosse fotógrafo e ia continuar inventando mundos de outro jeito, ou quem sabe biólogo, e ficar no meio do mato estudando a natureza, que é uma grande inventora de mundos.

Por que livros para crianças/jovens?
Por que é um dos poucos lugares onde o sonho além de permitido, é necessário. Para sentir e entender de verdade esse livro, o leitor precisa se deixar levar pela fantasia, pela imaginação e ler com o mesmo cuidado o que contam as imagens e as palavras.

Onde fica/ o que faz Mateus quando busca inspiração?
Às vezes eu espero, espero e ela caprichosa não vem. Então tenho que ir por aí atrás dela. Saio procurando no Parque do Ibirapuera, passeando pela cidade, entrando na livraria, no cinema. Daí, de repente ela aparece sorridente na minha frente com a cara mais deslavada desse mundo e eu tenho que voltar correndo para o ateliê e fazer um retrato dela, antes que a danada fuja de novo.

A melhor página em branco é…
A próxima, que está só esperando e pedindo para ser desenhada, e quem sabe virar um menino, um gato, um Baobá, uma montanha e, se couber na folha, até um mundo inteiro.

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