14 de fevereiro de 2013

Papeando com Marion Villas Boas

marion villas boas

                                                       

                                                              
Marion Villas Boas é carioca, pedagoga e jornalista. Começou bem cedo sua carreira de educadora, direcionando seu trabalho para o aprendizado de crianças e jovens. É membro do Conselho de Educação do Estado do Rio de Janeiro, e foi diretora do Instituto de Educação do Rio de Janeiro. Desde criança inventava histórias, e quando cresceu, colocou-as em livros, prontos para encantar e maravilhar o leitor. Pela Editora Biruta, publicou as obras Mistérios da Pindorama, O menino que queria saber, Os Orixás sob o céu do Brasil.

Conversamos com a Marion e aí está o resultado:

Quem é Marion Villas Boas?

Fui criança em Bangu, quando o bairro ainda era rural, embora a principal atividade que gerava empregos, além da agricultura, era a fábrica de tecidos, que fez furor com seus tecidos estampados (a estamparia da fábrica foi criada por meu avô). Minha família era extensiva, todo mundo morava junto, num casarão. Fui muito feliz quando criança e desde pequena gostava de contar e inventar estórias para as crianças da família. Daí, quando pensava em me aposentar como professora, comecei a escrever as estórias que inventava…

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?

Não tenho um melhor lugar para riscos e rabiscos. As estórias que escrevo, quando vão para o computador, já estão, não digo prontas, mas quase… Porque antes de terem sido escritas, elas são elaboradas mentalmente, em qualquer lugar: na rua, na cozinha ao cozinhar, na cama, antes de dormir…. A partir da inspiração, elas se apresentam quase prontas na imaginação. O resto é muito trabalho para encontrar a melhor maneira de dizer…, é burilar o texto.

O melhor amigo criado por você?

Tenho muitos amigos, mas hoje em dia não tenho um preferido.

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?

Das minhas estórias, gosto muito d’O Menino que queria saber, porque descreve minha curiosidade pelo mundo: a viagem em busca do conhecimento. Mas meu livro mais vendido é Mistérios da Pindorama.

Qual é seu companheiro favorito de aventuras?

Meu companheiro de aventuras é o personagem cuja estória esteja escrevendo.

Escrever um livro é…

Quando escrevo um livro entro num mundo mágico, esqueço a realidade que por vezes é cruel, mas minhas estórias, na verdade, abordam sempre problemas sociais que me afligem; escrever para mim é um extravasar desses sentimentos que gosto de partilhar.

Se não inventasse mundos e personagens, o que Marion faria?

Como já disse, desde pequena gostava de inventar “estórias”. Quando professora de curso primário (anos quarenta) contava muitas estórias para os alunos. Fui professora de formação de professoras e nessa fase não contava estórias, pois a realidade se impunha. Só retomei a contação de estórias, então por escrito, quando resolvi me aposentar. Essa é que foi minha segunda opção. A primeira foi ser professora, que fui do primeiro ao terceiro grau, na primeira fase de minha vida profissional. Só na dita terceira idade é que resolvi por essa atividade de escrever profissionalmente, embora sempre tenha gostado de “fazer redação”. Esquecia: sou jornalista de formação, mas só exerci a profissão na Associação Brasileira de Educação por dois anos.

Por que literatura para os pequeninos/jovens?

Por que escrevo para crianças? Primeiro, porque acho que a criança é um ser maravilhoso, pronto a acreditar no maravilhoso, capacidade que vai perdendo à medida que penetra no mundo adulto. O adulto mata a imaginação. Segundo, por que conheço melhor a criança, pois fui professora de crianças durante dez anos. Acho o universo infantil muito mais rico que o adulto.

Onde fica/o que faz Marion quando busca inspiração?

Minha inspiração vem dos fatos que me rodeiam, coisas que me impressionam e me forçam a escrever. São ideias esparsas que se vão juntando, tomando corpo e, quando vejo, estou com uma nova estória. E aí é que começa o trabalho do escritor: é burilar o texto, verificar qual a melhor palavra, a melhor frase para expressar o que desejo. Inspiração é só o começo…

A melhor página em branco é…

A melhor página em branco é aquela em que vou digitar uma narração, uma tela de computador, pois escrevo nela direto.

Conheça um pouco da obra de Marion!

http://migre.me/d9Ksx

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