15 de outubro de 2015

Papeando com Madza Ednir

No Dia do Professor, vamos papear com uma convidada especial, que além de ser superenvolvida com Educação, também resolveu se aventurar pelo mundo da literatura.

Madza Ednir, a autora do livro O Ipê a sonhar, é pedagoga, formada pela Universidade de São Paulo e pela PUC-SP, atua na área de Educação, Comunicação e Direitos de Cidadania e já escreveu e editou muitos livros e artigos para adultos e educadores.

As aventuras do ipê Pepê a levaram para sua primeira experiência com livros infantis. Vamos torcer para virem outros por aí!

Agora que vocês já estão apresentados, vamos papear…

Quem é a Madza Ednir?
É uma pessoa que já caminhou 66 anos por este planeta, começando lá no interior de S. Paulo e fazendo amigos em todos os continentes durante esta viagem…

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?
Um coração amoroso e inquieto, mente cheia de janelas e portas para todas as galáxias

Quem é o melhor amigo criado por você?
Uma amiga, minha mãe Maria Ednir, que, anos depois de ter completado sua viagem no planeta Terra,continua sendo invocada todos os dias para me abraçar, aconselhar e animar nesta caminhada.

Você já teve um sonho maluquinho, igual ao do ipê Pepê? Como foi?
Meus sonhos são muitas vezes passeios com amigos, namorados e com minha mãe, pelos lugares mais lindos deste e de outros planetas. Ás vezes vemos o mundo se acabar e recomeçar no mesmo dia. E nunca temos medo, porque estamos juntos.

Uma viagem inesquecível seria dentro de qual livro?
“Se um viajante numa noite de inverno”, de Ítalo Calvino, pois cada capítulo pertence a um livro diferente. As aventuras nunca terminam e é preciso que o leitor imagine finais e continuações… É um livro sobre leitores apaixonados e escritores que só sentem que existem quando são lidos.

Qual é seu companheiro favorito de aventuras (reais ou lúdicas)?
Minha mãe e amiga Ednir, que, por não ter um corpo, ser só fantasia e energia, pode me acompanhar onde quer que eu vá e me mostrar o que não consigo enxergar sozinha. .

Escrever um livro é…
Ser uma arquiteta de ideias, uma cozinheira de emoções e sentimentos, uma costureira de pensamentos esgarçados e de tempos fugidios, uma cirurgiã plástica de realidades imperfeitas.

Qual é a parte mais legal desse processo (desde o surgimento da ideia até a publicação)?
É quando o fio da meada se revela, o abstrato se torna concreto, o que era confuso e impreciso se torna claro e definido.

Se não trabalhasse com Educação ou convivesse com mundos e personagens, o que seria?
Seria uma monja andarilha, muito feliz, sorridente, que teria o dom de aliviar a dor de cada ser humano ou não humano do mundo e de fazer as pessoas descobrirem que, quando se unem, conversam e brincam juntas, a paz é presente.

Por que decidiu se aventurar pelo universo da literatura infantil?
Porque talvez só agora tenha reunido experiência suficiente para ousar aceitar o convite de minha amiga Eny e escrever para os maiores sábios, filósofos e santos da Terra: as crianças .

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?
Em silêncio, no colo da Mãe Natureza que nos criou e sustenta, deixando que ela me faça cafuné no cérebro…

A melhor página em branco é…
A consciência de que tudo é possível, a entrega e a confiança no Universo infinito.

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