30 de julho de 2015

Papeando com Lidia Izecson

Hoje a nossa conversa é com a autora Lidia Izecson, que acabou de lançar o livro Confusões de Dona Ana x Confusões de Seu José pela Editora Gaivota.

A Lidia é pedagoga, mestre em educação e trabalhou nas Secretarias Municipal e Estadual de Educação. Entre muitas outras obras, publicou em 2004 o título Cadê meu avô?, pela Editora Biruta. E em 2006, recebeu o prêmio Jabuti de melhor obra paradidática com o Almanaque: Cortes e Recortes da Terra Paulista. Ela também faz parte do grupo Beco de Escritores.

Vamos ao nosso bate-papo?

Quem é a Lidia Izecson?
Isso eu também queria saber. Às vezes acho que sou uma mulher com mais de 60 anos e alma de menina, outras vezes penso que sou uma menina com alma de mais de 60 anos. O que sei de fato é que gosto de ser mulher, mãe e agora avó. Sou entusiasmada, otimista – dizem que esse é um defeito meu incorrigível – , gosto de ter amigos, ir ao cinema, viajar para lugares diferentes e, claro, de ler e criar histórias. Ultimamente tenho gostado muito de ficar sozinha: eu e meus personagens. Meu sonho é a construção de um mudo mais justo, onde todos consigam levar uma vida digna. Acredito que isso ainda é possível.

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…
A imaginação. E depois a tela do computador, o bloco de notas do celular e o caderninho que levo sempre na bolsa. Mas esses rabiscos pra mim surgem sempre a partir de alguma história, coisa, pessoa ou situação que eu, de alguma forma, vivenciei ou observei de relance.

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Quem é o melhor amigo criado por você?
Como sou volúvel, às vezes acho que é a pulga Zeca, que aparece no meu livro da Ed. Biruta “Cadê o meu avô?”. Outras vezes acho que é essa Dona Ana confusa, do meu último livro da Ed. Gaivota. E quando estou mais introspectiva, penso que é o Jurandir, personagem que se enfia dentro do próprio bolso e que aparece no meu livro de contos para adultos “Não somos nós”(Ed. Dobra-2014).

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?
Na minha infância com certeza no livro de Monteiro Lobato “A chave do tamanho”. Na minha juventude no “Quarto de despejo”, de Carolina de Jesus, que li escondido e me marcou muito porque eu não sabia o que era exatamente uma favela e como as pessoas viviam lá. Levei um susto e tanto! Na fase adulta não sei, porque são tantos livros e tantas viagens incríveis que fico bem perdida.

Qual é o seu companheiro favorito de aventuras? (reais ou lúdicas)
Em primeiro lugar o meu marido, que me acompanha nas viagens e passeios mais emocionantes e tem curiosidade por tudo e por todos.
Em seguida o ócio, porque quando estou de papo pro ar, sem nenhuma obrigação, eu imagino e me vejo em mil situações super aventurescas.

Escrever um livro é…
Botar em palavras as emoções e as histórias que se quer contar, convidando leitores para dar o braço e seguir junto. É também muito trabalho, muitas horas sozinha elaborando ideias e escolhendo a forma de narrar, muita ansiedade , muita alegria.

Qual a parte mais legal desse processo (desde o surgimento da ideia até a conclusão do trabalho)?
Para mim é quando a história começa a ganhar corpo, os personagens se estruturam e eu vejo as ideias que estavam na minha cabeça virarem uma coisa palpável, com sentido, direção e uma linguagem compatível. E é quando eu vejo o livro pronto. Aí é um deslumbramento!

Se não trabalhasse com Educação ou inventasse mundos e personagens, o eu você faria?
Como gosto muito de escrever, acho que seria jornalista.

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?
Quando busco inspiração fico de antena ligada, vendo, ouvindo e observando as pessoas e o que está acontecendo. Também tento lembrar de coisas do passado. E leio muito. Nas leituras de outros autores encontro muita inspiração para minhas histórias.

A melhor página em branco é…
Aquela que está na minha frente no dia em que eu estou com uma sensibilidade aguçada e muita vontade de criar/escrever.

 

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