9 de setembro de 2013

Papeando com Lia Zatz

Mais um Papeando está no ar!pagina 13

Dessa vez fomos conversar com a Lia Zatz, autora de vários livros Birutas! Ela escreveu A Menina que não queria ser Top Model, que foi finalista do prêmio Jabuti. Além disso, para os pequenos, ela escreveu a série Ver-a-cidade, a coleção Marrom de Terra e as cartas enigmáticas Era uma vez uma bota e Era uma vez um teatro.

A Lia é formada em filosofia pela Universidade de Paris e pós-graduada em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Ufa!

Vamos agora ao que a Lia tem para nos contar?

_________

Quem é Lia Zatz?

Difícil falar do “si” próprio. Uma pessoa comum, eu acho, talvez um pouco preocupada demais, talvez um tanto agitada demais, precisando aprender que não tem como carregar mundos e fundos na costas, cheia dos sonhos e dos projetos: escrever muitos livros sobre os mais diversos assuntos, fazer finalmente os álbuns de fotografias dos netos, arrumar os armários, jogar um monte de tralha fora, dar coisas, tornar a vida mais leve…

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?

No meu escritório, que chamo de minha caverna. De preferência sem barulho e ninguém telefonando ou tocando a campainha.

O melhor amigo criado por você?

Impossível responder. São todos igualmente filhos, cada um com suas virtudes e desvirtudes próprias, todos muito diferentes.

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?

Puxa, foram tantos, são tantos! Vou ficar com a literatura russa que conheci aos 14/15 anos e que me fascinou e me viciou em leitura: Gorki, Dostoievsky, Tolstoi…

Qual é seu companheiro favorito de aventuras?

Um bom livro, um bom filme, uma boa taça de vinho, uma (um) boa (bom) amiga (amigo).

Escrever um livro é…

Uma mistura de sofrimento e prazer, momentos encalacrados alternados com momentos de pura explosão de criatividade.

Se não inventasse mundos e personagens, o que Lia faria?

Escreveria sobre mundos e personagens já inventados, já vividos. Inventaria e trabalharia em projetos para democratizar as informações. Seria médica ou bailarina… Uma vida só, não dá não!

Por que livros para os pequeninos e jovens?

Porque, como diz o escritor e educador italiano Gianni Rodari: “Bem sei que o futuro dificilmente será belo como as fábulas. Mas não é isso que importa. O que importa é que a criança faça uma provisão de otimismo e confiança para seguir a vida. E, depois, não vamos menosprezar o valor educativo da utopia. Se, a despeito de tudo, não acreditássemos num futuro melhor, de que adiantaria frequentar o dentista?”.

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?

Leio, leio e leio.

A melhor página em branco é…

Aquela que deixa de estar em branco, pois a criação está fluindo…

Compartilhe ...

E deixe seu comentário!

Deixe uma resposta

Desenvolvido por Miguel Medeiros