19 de maio de 2014

Papeando com Caio Riter

Nós adoramos bater papo com os autores dos livros, pois cada conversa mostra um pouquinho das personalidades que estão por trás das histórias fantásticas que conhecemos.

E hoje é dia de papear com o Caio Riter, autor de alguns livros da Biruta e  Gaivota. Ele nasceu lá no Sul do país, em Porto Alegre, onde mora até hoje. Além de autor, ele atua como professor mestre e doutor em Literatura Brasileira e também participa como palestrante em cursos de capacitação de professores em várias cidades do Rio Grande do Sul.

Com seus livros, Caio já ganhou muitos prêmios literários; o último deles foi o Prêmio FNLIJ de livro Infantil, com o Sete Patinhos na Lagoa.

Com certeza, ele deve ter muitas histórias para nos contar. Vamos ver?

caio riter

Quem é Caio Riter?

Caio Riter é um capricorniano convicto. Altamente determinado, busca sempre (às vezes mais rápido, outras mais lento) conquistar todos os seus sonhos. E anda sempre inventando mais um, pois, afinal, o Caio é um sonhador-racional, não necessariamente nesta ordem. Ah, e é um cara que ama viver, que ama sua família, que – na maioria das vezes – ama ser quem é.

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?

Não há um lugar melhor ou pior. Há lugares prováveis. E eles são vários. Isso é que dá a riqueza ao escrever. O que importa mesmo é o desejo de escrita.  O local ou os meios não importam muito.

O melhor amigo criado por você?

Difícil escolher o melhor entre os tantos amigos criados. Gosto de meus protagonistas, por isso eles foram alçados a tal condição. Mas, para não fugir da questão, cito dois em especial: o Marcelo, de “O rapaz que não era de Liverpool”, e o Tadeu, de “Meu pai não mora mais aqui”. 

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?

Ah, com certeza, adoraria ser conduzido pela mão da Alice ao País das Maravilhas. Conhecer seres tão fantásticos faria desta viagem algo para não ser esquecido jamais.

Qual é seu companheiro favorito de aventuras?

O olhar. Ele sempre atento aos seres e às coisas que me cercam. Olhar que pode mergulhar no dentro de mim, que pode ver coisas passadas, coisas futuras, e também um tanto do presente.

Escrever um livro é…

Viver o não vivido, é possibilitar que corações leitores possam vir ao encontro do meu coração. Mesmo que a gente jamais se veja, ficará a certeza de que, em algum momento, o bater de um coração foi sintonia com o bater do outro.

Se não inventasse mundos e personagens, o que Caio faria?

Difícil pensar uma outra possibilidade que não esta.

Por que livros para os pequeninos e jovens?

Por acidente. Um acidente bom. Escrevi o primeiro para homenagear minha primeira filha, que estava se preparando para ser gente. Aí, a experiência da escrita foi tão bacana, que acabei virando escritor para crianças e jovens, quando a intenção inicial era escrever para adultos.

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?

Não a busco, jamais. Ela é que se apresenta através de pedaços do viver: um sorriso, uma sobrancelha que se ergue, um frase (ou pedaço de frase) ouvida, uma lembrança…

A melhor página em branco é…

Não gosto de páginas em branco. Gosto de vê-las repletas de palavras. De preferência, as minhas.

 

 

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