10 de abril de 2014

Papeando com Alan Oliveira

Mais um bate papo superdivertido por aqui!
Hoje nossa conversa é com o autor Alan Oliveira – ele escreveu para a Editora Gaivota os livros Mil e quinhentos – o ano do desaparecimento O Saci Epaminondas.
O Alan é mineiro, de Belo Horizonte. Ele começou a escrever em um jornal da escola, quando estava no ensino médio e nunca mais abandonou a sua paixão pela escrita!
Vamos a nossa conversa?

mil e quinhentos print

Quem é Alan Oliveira?

Um sujeito de sorte, que se jogou em uma vida relativamente aventureira e arriscada, pagou o preço disto, mas chegou aonde queria.

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?

Em frente ao computador. Começo a escrever quando a estória ainda está embolada, indefinida, os personagens pela metade, mas de alguma forma já consigo visualizar caminhos a serem seguidos. Aí sento em frente ao computador e digo “vai!”…

O melhor amigo criado por você?

Bruno Scalfi, personagem do livro Mil e Quinhentos – o ano do desaparecimento lançado pela Gaivota. Adoro este cara!…Ele é bem casca-grossa e acaba atropelando um pouco mas gosto de personagens e pessoas assim, que filosofam menos e agem mais, tentando tornar realidade aquilo no qual acreditam. Mas não diria que ele é o “melhor amigo” que criei, diria que neste momento é o personagem que mais admiro.

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?

Qualquer livro de contos do americano Ernest Hemingway, meu escritor favorito.

Qual é seu companheiro favorito de aventuras?

Ah, esta é fácil. Minha cachorra Gaya, que é tão disposta quanto eu em subir morro, explorar trilhas no mato fechado, descobrir novas cachoeiras. Agora, se a “aventura” for bater perna em shopping, sem dúvida minha filha Luiza.

Escrever um livro é…

Trabalhar muito!!… Procurando dar ao texto uma vibração e realidade que façam os leitores viajarem, porque é isto que quero quando pego um livro para ler: viajar.

Se não inventasse mundos e personagens, o que Alan faria?

O Alan já faz outras coisas… Cuido das frutíferas aqui na minha casa, semeio, furo buraco, subo no telhado para lutar contra os ratos, levanto e derrubo paredes, enfim, é um trabalho que meus vizinhos sempre contratam alguém para fazer. Eu não, porque adoro trabalho braçal. Resumindo; sou meu próprio caseiro.  Além do mais espero retomar breve minha primeira profissão, a de ourives, e voltar a fazer joias artesanais usando prata e pedras naturais.

Por que livros para os pequeninos e jovens?

Porque são obrigatoriamente mais enxutos, no sentido que não dá para ficar enrolando infinitamente um assunto, é preciso seguir em frente com rapidez, saindo do início, dando ao leitor o eixo central da estória e depois finalizar sem muita enrolação, e para isto é necessário jogar fora o maior número de palavras e frases inúteis. Acho que o momento que me dá mais prazer quando estou escrevendo é quando corto frases, parágrafos, capítulos inteiros… Quanto mais deleto mais sinto que o texto está ficando bom.

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?

Não existe um lugar específico e nem “busco” inspiração. O surgimento de uma estória acontece aos poucos, mas sempre quando estou sozinho, seja fazendo uma capina no silêncio da roça, seja andando na avenida principal de Belo Horizonte.  Aí, quando a estória começa a fazer algum sentido, sento no computador e o resto vai surgindo durante o trabalho mesmo.

A melhor página em branco é…

A primeira, quando começo um texto novo. Se coloco o título no alto da página não tem volta, o livro sai de qualquer jeito.

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