14 de setembro de 2015

Por que os vaga-lumes piscam?

Será que é porque engoliram uma tocha? Ou porque, quando voam em volta do fogo, a parte de trás deles acende?

Nada disso! A luz desses pequenos besourinhos é chamada de bioluminescência. Os cientistas descobriram que é produzida a partir de uma reação química, chamada “oxidação biológica”, onde a energia química acaba se transformando em energia luminosa.

O processo todo envolve quatro substâncias (algumas com um nome bem estranho!): o oxigênio, o combustível luciferina, a enzima luciferase e o ativador trifosfato de adenosina (ATP), que está presente em todos os seres vivos como fonte energética, ou, no caso dos vaga-lumes, para emitir a luz.

Na fase de larva, a bioluminescência serve para que os vaga-lumes se defendam dos predadores e atraiam outros insetos para comer. Quando estão na fase adulta, usam-na para atrair o sexo oposto na época do acasalamento, como se fosse uma dança luminosa.

vagalumice3

Em algumas espécies, é o macho que brilha, mas em outras é a fêmea. Tem vaga-lumes que brilham o tempo todo, até conseguirem encontrar o seu príncipe ou a sua princesa, enquanto outros conseguem arranjar um encontro piscando as suas luzes.

  • Alerta-extinção: Infelizmente, os vaga-lumes estão ameaçados pela quantidade e a força da iluminação nas cidades, pois sua bioluminescência é anulada diante da iluminação urbana e isso acaba interferindo na reprodução, fazendo com que eles corram risco de serem extintos.

 

Curiosidade biruta: Há muitas espécies de besouros luminescentes no Brasil, mas são separados em três famílias: os vaga-lumes (lampirídeos), que tem as lanternas no abdome, os pirilampos (elaterídeos), que tem um par de lanternas verdes no tórax, e os bondinhos (fengodídeos), que tem uma lanterna sobre a cabeça e onze pares de lanternas laterais ao longo do abdome.

Ao redor do mundo existem outros animais que emitem luz, como as larvas luminosas, na Nova Zelândia e na Austrália, o peixe-lanterna que vive nas profundezas dos oceanos, algumas bactérias marinhas, cogumelos, algas e até espécies de moluscos e crustáceos, como o “cypridina”.

água viva bioluminescente

cogumelo bioluminescente

O mais biruta disso tudo é que, apesar de muitos estudos, o ser humano ainda não conseguiu reproduzir essa luz artificialmente. É uma vagalumice mesmo!

 

Quer sabe mais sobre a vida dos insetos e o que acontece quando um Conheça o livro Você sabe tudo sobre insetos?, de Lila Prap.
E se quiser saber o que acontece quando um vaga-lume não consegue brilhar (ou brilha demais!), é só ler o livro Vagalumice, de Laurent Cardon.

 

Fonte das imagens

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