31 de janeiro de 2013

Festa da Cereja e Mercado Medieval

Os personagens de “Cordeluna” não puderam ir a essa festa; mas nós não a perderemos por nada!

O livro Cordeluna, de Élia Barceló, é uma verdadeira aula de história. Misturando locais e personagens reais com ficção, a história de Sancho e Guiomar/Sérgio e Glória é um banquete para quem se interessa pela época medieval, damas, cavaleiros e bruxarias.

Na história, Sérgio e Glória são atores e vão para um mosteiro no interior da Espanha, onde aprenderão a viver como as pessoas da Idade Média. Tudo isso para que a peça teatral, uma representação da vida de El Cid – importante personagem histórico espanhol -, seja o mais verossímil possível.

Em uma das cenas, toda a trupe teatral é levada para Covarrúbias, uma pequena cidade em Burgos que ainda mantém ares medievais. Esse município tem uma característica muito importante: fez parte do trajeto de El Cid quando este se dirigia ao desterro. Infelizmente, eles não conseguiram pegar a Festa da Cereja e Medieval, uma comemoração tradicionalíssima da região. Mas o que é essa celebração?

Durante todo o segundo fim de semana de julho, Covarrúbias retorna ao ano 1000 d.C., transformando-se em uma vila medieval. Essas celebrações começaram com a Festa da Cereja, já que é a época do ano em que as ruas da vila ficavam cobertas de cerejas. Porém, como houve anos em que a colheita não foi das melhores, criou-se também o Mercado Medieval; e logo a festa acabou ganhando o caráter e nome duplo de Festa da Cereja e Medieval (Fiesta de La Cereza y Medieval).

Essa comemoração é uma verdadeira mistura de comércio, história e turismo. Há vendedores de todos os tipos, embora predominem os de produtos tradicionais, como cerejas, salsichas, queijos e doces dos arredores. Além disso, é possível adquirir lindas peças de cerâmica e artesanato, produtos feitos de cristal e o que há de melhor em couro; tudo isso distribuído nas mais de cem barraquinhas espalhadas pela Villa.

Relembrando a história, não se assuste se encontrar gladiadores duelando na praça principal, ou cavaleiros andando com seus cavalos pelas ruas. Esse Mercado Medieval também procura retratar um pouco da vida e época do conde Fernán González, que se instalou em Covarrúbias e determinou que o local teria um apanágio para as infantas dos condes que não se casassem; ou seja, uma propriedade com características monásticas, onde as solteiras ficariam se não quisessem casar.

Assim, o conde instalou-se lá com sua esposa dona Sancha de Castela. Ela até hoje aparece em sua varanda dando as boas-vindas aos participantes da festa – mas é só uma atriz, não se assuste!

Entre as barracas, acontecem pequenas discussões entre ladrões, que são perseguidos e condenados pelos cavaleiros que zelam pela segurança dos visitantes. A animação fica a cargo dos contadores de histórias, menestréis, malabaristas, representações teatrais e espetáculos pirotécnicos que acontecem ao longo das ruas, ambientadas de forma muito convincente.

A Festa Medieval é organizada pelo Centro de Iniciativas Turísticas, com a colaboração da prefeitura e dos próprios vizinhos. Villa Rachela, a principal vila do pequeno município, constitui um exemplo, pelo estado de conservação de seus edifícios, que lhe rendeu o título de Conjunto Histórico-Artístico Nacional em 1965.

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