18 de janeiro de 2016

Capela Real

Os Invencíveis se envolveram em outro mistério e, dessa vez, vão precisar de uma ajuda especial, já que o segredo está trancafiado a mais chaves do que se pode imaginar. Onde é que essa turma vai se meter?

Para descobrir, você precisa ler o segundo livro da coleção Os Invencíveis, Enigma na Capela Real.
A história tem como pano de fundo um ponto turístico e histórico do centro do Rio de Janeiro, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a antiga Sé.
Que tal dar uma voltinha e conhecer um pouco mais sobre ela?
O Gênio, líder do grupo dos Invencíveis, vai nos levar por essa viagem…

Durante minha primeira visita no local, descobri que aquela não era uma igreja comum, pelo contrário, foi elevada a Capela Real quando D. João VI veio para o Brasil. Há muita história guardada ali dentro: D. João VI e D.Pedro I foram coroados imperadores; ali também a imperatriz Dona Leopoldina casou com D. Pedro I, a princesa Isabel casou com o conde D’Eu e, em algum lugar entre aqueles corredores e escadas, há uma lápide com as cinzas de Pedro Álvares Cabral.

Nos tempos de D. João VI, foi chamada de Capela Real, e na época de D. Pedro I e D. Pedro II, Capela Imperial. Sua história se confunde com a própria história do Brasil, pois foi o palco desses importantes eventos reais citados, além de ter sido construída poucos anos depois da ocupação portuguesa.

Nasceu como uma pequena igreja dedicada à Nossa Senhora do Ó. Em escavações realizadas durante uma reforma em 2008, foram encontrados alguns vestígios de mangue, o que indica que, provavelmente, ela foi construída muito próxima da areia e voltada para o mar (ou para Portugal), como mandava a tradição da época.

Quando os carmelitas chegaram, mais ou menos em 1590, as instalações dos beneditos foram ocupadas, inclusive a igreja, que foi convertida em Capela da Ordem do Carmo. Por volta de 1610, os frades começaram a construção de um convento, ao lado da capela. Esse convento tinha dois andares com 13 janelas em cada um e era voltado para a Praça XV de Novembro. Alguns anos mais tarde, seria ocupado pela Rainha D. Maria.

Cerca de 100 anos depois, a capela, que estava em estado precário, desabou e acabou ganhando uma nova estrutura. A que conhecemos hoje em dia já é reformada e tem alguns retoques bem atuais e diferentes do estilo original. Do lado de fora, apenas o primeiro andar da fachada, com os três portais, é original.

Em 1808, D. João VI transformou-a em Capela Real assim que chegou ao Brasil. E até 1976, quando foi inaugurada da Catedral Metropolitana, a Antiga Sé sediou algumas das principais cerinônias da história do nosso país. Após a morte da Rainha D. Maria, em 1816, a igreja ganhou um novo sino e uma nova torre sineira, que foi usada para aclamar D. João VI como rei. Mais tarde, em 1822, também foi usada para anunciar a coroação de D. Pedro I como imperador e o Brasil independente de Portugual. A partir desse momento, ganha um novo nome: Capela Imperial.

E o que acontece depois, vocês já sabem… casamentos, mais coroações e essas coisas de reis, imperadores e etc.

Somente após a proclamação da república, a igreja é remodelada pelo Cardeal D. Joaquim Arcoverde e é inaugurada como a Catedral Metropolitana, já nos anos de 1900.

Agora que você já sabe bastante sobre o pano de fundo histórico, é hora de se aventurar com a minha turma. Vamos?

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Fonte: http://www.antigase.com/a-historia/

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Uma resposta para “Capela Real”

  1. […] falamos em outra Enciclopédia Biruta sobre a Capela Real, no Rio de Janeiro. […]

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