22 de abril de 2013

Brasil: do Descobrimento à Inconfidência

carnaval 1500


O mês de abril é um prato cheio para aqueles que gostam de História, principalmente no que diz respeito à nossa pátria amada Brasil. Várias cidade comemoram seu aniversário, como Fortaleza e Brasília; temos a comemoração do dia do índio, descobrimento do Brasil e dia de Tiradentes. Para celebrar essas duas últimas, a Editora Biruta resolveu contar um pouquinho mais sobre esse Descobrimento do Brasil e sobre quem foi Tiradentes. Quer viajar no tempo com a gente?

No dia 22 de abril de 1500, a frota de 13 caravelas comandadas pelo capitão Pedro Álvares Cabral finalmente pode gritar terra à vista. Depois de quase dois meses navegando, alcançar o que foi considerado como as tão procuradas “Índias” deu novo ânimo aos marinheiros; e no dia 26 de abril, já foi realizada a primeira missa nas novas terras. É engraçado falar em “descobrimento” – antes de qualquer chegada dos navegantes nas terras da América do Sul, ela já era habitada por muitos grupos indígenas. Estranho falar em descobrimento para um lugar em que já tinha gente morando, não?

De qualquer maneira, essa ficou sendo a data em que se comemora o “achamento” e o início do processo de desenvolvimento do país que se tornaria Brasil. Em 1530, Portugal começou a ocupar efetivamente a colônia do pau-brasil, já que sofriam constantes ameaças de países querendo dominar as terras. A partir daí, um povoado começou a se formar e a desenvolver sociedade e atividades econômicas no país. A cana-de-açúcar foi o grande início da produção brasileira – voltada para o mercado externo.

Depois da cana, que não foi páreo para a produção nas colônias holandesas, foi a vez do início do ciclo aurífero nas Minas. A descoberta de ouro na região de Minas Gerais fez com que uma nova situação fosse criada no território: todo mundo que tivesse interesse em ficar rico ou ter uma renda, corria para o centro do Brasil. Apesar de não acabar com o modelo das casas-grandes e senzalas, foi aí que surgiu uma nova classe social: a classe média.

Como todo mundo que conseguia migrar para algum lugar ia pra essa região, e sem contar o escoamento para a Coroa Portuguesa, foi questão de tempo até essa exploração entrar em declínio. Vendo que o ouro acabava, a Coroa não teve dúvidas: instituiu a derrama, que fazia com que cerca de 25% do ouro encontrado tivesse de ser destinado a ela. Isso só fez com que a classe social mais abastada de Minas Gerais, que já estava descontente, começasse a pensar em movimentos separatistas. Entre todos os conjuradores dessa ideia de independência – e olha que eram muitos mesmo! – estava o alferes Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes.

Os principais planos dos inconfidentes era sair do domínio português, estabelecer uma República, criar a Universidade de Vila Rica e transformar São João Del-Rei na capital. O plano, no entanto, foi delatado antes de poder se concretizar. Todos os conspiradores foram presos; e por pertencer a uma classe social mais baixa, Tiradentes foi condenado à morte pela forca; sentença essa que foi cumprida no dia 21 de abril de 1792.

Na Editora Biruta e Editora Gaivota, existem livros que misturam esses fatos históricos com ficção. Entre eles, estão Mil e quinhentos – o ano do desaparecimento, de Alan Oliveira; a série Os Invencíveis, de Ana Cristina Massa; e o livro Quinze dias, sete horas e alguns minutos, de Claudia Camara.

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